Mostrando postagens com marcador eclesiastes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eclesiastes. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Sobre uma visita inesperada




”Para todas as coisas um tempo determinado”



De súbito, o poeta perdeu a inspiração
No púlpito, condenava-se a vaidade
Eis que, percebi tua serenidade


Confortavelmente apavoradora
Chegaste terna e dolorosa, imaculada
Vieste só, privacidade anunciada?


Mas, voltaste acompanhada
O elástico se rompeu, infortúnio!
Nada mais nos une agora


Lá fora, os sinais
Ficaram para trás, presumo
És forte demais para mim


Em luto, não aceito-a
A chuva que cai são minhas lágrimas
Tenho o corpo em minhas mãos
Mas, as almas que levaste, onde estão?


Reluto, faço um haikais
Preencheste tuas páginas da vida?
Descansa agora, querida
E assim como veio, vai


Os rumores de outrora
Transformaram-se em lamentos
Faz-se presente tua ausência
Nunca mais a terei...
Não conseguimos nos despedir, bem sei
Em padecimento, transbordar-me-ei.


*Baseado no Capítulo 3 de Eclesiastes.

sexta-feira, julho 17, 2009

Canto do cisne de um poeta gótico



"... Haverá juízo sobre todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más." 
(Ecl.12:14)

Atenta:
"Não há limites para se fazer livros
E o muito estudar
É enfado da carne."
(Ecl.12:12)



Na despedida
Rimas não são necessárias.
Obrigado a todos
Que acompanharam esse projeto.
E, de alguma forma
Entenderam as expressões artísticas abordadas por mim.

Poesias góticas,
Contos urbanos,
Reinterpretações de textos,
Imagens e fotografias,
Homenagens aos mestres da literatura e do cinema.

Perdi minha liberdade...
Estou em clausura!
O personagem se tornou um fardo.
A busca do perdão,
Tornou-se obsessão!
Ao resgate de minh' alma,
Parto então...
Preciso ir agora,
Me apressarei.
O momento é diferente...
Pressinto!
O passado,
Nunca esquecerei...
Novas inspirações.
Me aguardam.

Instinto?
Adeus.