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terça-feira, maio 18, 2010
Poema do corpo
I
Ah, um corpo!
Dê-me...
O corpo!
II
Que será
Dele?
Meu corpo.
*A Carlos Drummond de Andrade
(31/10/1902 - 17/08/1987).
domingo, fevereiro 28, 2010
28 de fevereiro de 1778
Bastou um olhar de admiração e,
Aquela mulher ergueu-me do chão...
Não odeio meus inimigos
Mas detesto a superstição!
A Voltaire
(1694 - 1778).
sexta-feira, agosto 21, 2009
Aos trancos e barrancos o trem passou...quem nele partiu, quem na estação ficou?
I
R
auzito cantou
“As profecias”,
explicou
“Judas”
na beira da piscina.
Preservou os medos, as sopas, suas moscas, paranoias e muitas dúvidas lhe afligiam.
Abandonou o coelho, passeou de dia, dormiu de noite e partiu as 07h por
“Medo da chuva”, Metrô Linha 743.
II
“
C
achorro urubu”,
o amigo Pedro lhe avistou acenando!
Abandonando a
“Sessão das
10”,
indo ao seu encontro
metamorfoseou...
Escondendo as anotações do Doutor Pacheco; o bem e o mal rabiscados num r
omance astral.
Há exatos 20 anos, partia no "Trem das sete" para as montanhas azuis, Raul Seixas em 21/08/1989.
Sem passagem, sem bagagem, sem sorriso.
Pegou na estação, o último do sertão.
quinta-feira, agosto 20, 2009
Reminiscências de um ex aluno soberbo
Quando estive com o professor...
Deixou escapar o quanto era culto, percebi.
Foi à última vez, esquivei-me.
... Nunca mais o vi.
quarta-feira, julho 01, 2009
Flower on two legs
Pós-banho, 69, sabor erógeno, suor.
Pela noite se ensoberbecem, então terminam, descem.
Corpos dormentes, refratários, condescendentes, adormecem
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