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quarta-feira, novembro 25, 2009

Bauhaus: O rock gótico numa breve biografia





Bauhaus foi um grupo musical inglês surgido em 1978.
Formado pelo baterista Kevin Haskins, o guitarrista Daniel Ash e o baixista David J., atuaram efemeramente como trio até a chegada do vocalista Peter Murphy, um jovem de criação católica profundamente: “consciente dos mistérios da vida, da mortalidade, do céu, do inferno, dos anjos, dos santos e do purgatório”, como gostava de ressaltar.
O nome da banda traz o conceito ligado a Escola de Arte e Design fundada por Walter Gropuis em 1919, o que de certa forma, também sugeria uma ligação com a Berlim decadente do início do século XX.

Tendo suas raízes calcadas pelo descontentamento social pós-punk, absorveram e incorporaram características deste movimento musical criando uma sonoridade atípica para os padrões musicais do final dos 70’s.
A idéia da banda, em princípio era ressaltar a corrente ‘Expressionista’ alemã e os filmes B e clássicos do terror cinematográfico da Universal e da Hammer.

“O Gabinete do Dr. Caligari” e “Nosferatu” são cenários perfeitos para a exemplificação do tema proposto por seus integrantes.
Nessa linha criativa surgiu a música Bela Lugosi's Dead’, sem dúvida o primeiro rock-gótico verdadeiro, lançado num vinil de 30cm em 1979, dentro de um estilo minimalista e experimental apoiado em guitarra econômica e acordes frios.
Os vocais fúnebres de Peter Murphy realçavam a proposta e em pouco tempo a banda se tornou admirada pelos críticos e pela juventude européia.
Suas blasfêmias melodramáticas encenadas no palco enfatizavam as estéticas góticas e, consequentemente, a angústia guiada pela culpa que sempre atormentava o jovem vocalista.

O mundo vivia a iminência da Guerra Fria, havia a corrida nuclear e uma crise econômica que dividia o planeta em duas ideologias políticas.
Todo esse cenário trazia enorme desconfiança no futuro.
As formas estéticas do punk deram lugar a uma nova valorização de estilos e conceitos neo-românticos, depressivos e uma ausência de cores como fuga conceitual da nova geração em relação às causas e as conquistas sociais.


Álbuns de estúdio:
  • In the Flat Field - 1980
  • Mask - 1981
  • The Sky's Gone Out - 1982
  • Burning from the Inside - 1983
  • Go Away White - 2008
Álbuns ao vivo:
  • Press the Eject and Give Me the Tape - 1982
  • Rest in Peace: The Final Concert - 1992
  • Gotham - 1999

*Fonte: Baddeley, Gavin Gothchic Editora Rocco: 2005.


Bela Lugosi's Dead 
(letra e vídeo)

The virginal brides file past his tomb
Strewn with time's dead flowers
Bereft in deathly bloom
Alone in a darkened room
The count
Bela Logosi's dead
Undead undead undead
                   
White on white translucent black capes
Back on the rack
Bela Lugosi's dead
The bats have left the bell tower
The victims have been bled
Red velvet lines the black box
Bela Lugosi's dead
Undead undead undead.

domingo, setembro 06, 2009

Reflexões do poeta sobre: "O Sétimo Selo"



"O Sétimo selo", de 1956, é um filme do diretor sueco Ingmar Bergman.
Nele, o diretor expõe o perfil duma humanidade desesperada e moribunda, sob o agouro implacável da Morte, no século XII.
Mas, Bergman perspicaz, apresenta-nos um final onde é possível ter esperanças.
A família de artistas são os únicos personagens que sobrevivem à “caçada” da Morte.
A arte aqui exposta é aquela do mambembe puro; integrante da trupe e senhor digno, responsável pela família que vive da arte e trabalha para levá-la ao público.
Esses artistas, de algum modo, conseguem escapar da Morte deixando o rastro da sua arte.
Presume-se então, a perpetuação do homem e de sua alma somente por meio de expressões artísticas.
Produz-se algo efêmero, mas intenso e imortal diante da imensidão espaço/tempo: sua obra.
O sentido da continuidade dos homens e suas idéias, surge então, por intermédio da arte e suas inspirações.
No filme, todos os demais personagens que representam outras categorias sociais sucumbem ou estão a mercê da Morte.
O cavaleiro, tenta, por meio de um jogo de xadrez, vencê-la, mas a Morte nunca é vencida pelos humanos.
Ludibriosa, confunde-os.
Acuada e na iminência da derrota, disfarsa-se de pároco e ouve, pacientemente, a confissão do cavaleiro dizendo qual seria sua jogada fatal.
Com essa informação preciosa, a Morte muda sua estratégia e dá: Xeque mate!
O cavaleiro, derrotado, perde mais que uma partida, perde sua vida.
Venceu a peste, venceu batalhas, mas na volta para casa, moribumbo cai de joelhos, na busca do perdão, precipitado, errôneamente, numa confissão.
A Morte os acena impávida; ao cavaleiro medieval e seus pares.
Eles a vêem se aproximando.
Ocorre, então, poderosa tempestade e, no momento seguinte a lúgubre visita, o sol surge portentoso, insólito, trazendo esperança no caminho por onde a família de artistas toma seu rumo na busca de novas platéias.
Vídeo: Youtube.