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quinta-feira, julho 22, 2010

Em 1984, pelo rádio do carro, ouvíamos as instruções

"Uma paz verdadeiramente permanente 
seria o mesmo que a guerra permanente".
(Emmanuel Goldstein)


Você sabe que a vida não é feita de pequenas ambições
Só o amor poderá nos separar de novo
No rádio, ouço uma transmissão ao vivo
É o “Líder dos humanos” nos passando as instruções



Ele é o nosso Grande Irmão e quer que façamos tudo certo
Dentro e fora do carro, querida Júlia
Dançaremos ao som do rádio, minha querida
Quando você perde o controle, é sempre acima dos 40



E, sempre perde de novo, só expõe seus fracassos durante o sono
Ao longo de sua vida, sonhou todas as noites o mesmo sonho
Cante O'Brien, a música de alienação coletiva!
As emoções não crescem e o ressentimento voa baixo



Pensar numa coisa muito boa, permissiva?
Há uma alternativa:
Um “duplipensar” em “novilíngua”
Em 1984, isso pode não funcionar mais
Onde havia endorfina, agora corre... Winston Smith!
Mantenha a oxigenação, corra e inspire!
Não esqueça o convite do Ministério da Verdade da Oceania”
Seus pulmões nunca brincaram à sombra sem um trago de gim



Assim, naquele dia, em frente aos Ministérios, descobriu os...
Que recebem o vento frio há várias gerações
O mesmo que vem da porta do Quarto 101
Resta-nos colaborar, manter a harmonia da ideologia do Partido
E, nada há de tão importante quanto o “IngSoc”
Suprimem os pensamentos da salvação em massa
Pela vontade do Líder dos homens
Que não se extinga ou não se desfaça.





*Dedicado a obra máxima de George Orwell: 1984
*Winston Smith é um personagem de George Orwell que atua na falsificação de documentos públicos e literários. Ele colabora com o governo mantendo-o sempre correto em suas ações e imposições. Smith se desilude com sua condição de “fraudador do governo”, com sua existência miserável e inicia uma rebelião contra o sistema. Sofre, então, uma repressão do Big Brother, o grande lider oligárquico, que o leva a ser preso e torturado.
*Julia, trabalha no serviço de retificação de notícias, juntamente com Winston Smith, e, desperta nele, uma forte atração sexual. *O'Brien, é um membro do Partido, com quem Winston simpatiza e busca motivação para executar seu plano contra o Sistema.
*Emmanuel Goldstein, outro personagem "orwelliano" é uma criação do Partido, um inimigo comum que serve para canalizar insatisfações da população.
*O “Quarto 101”, também chamado de: "o pior lugar do mundo" é o local onde todo homem encontra os seus limites.
*Baseado em: “Love Will Tear Us Apart”, canção do Joy Division

terça-feira, outubro 27, 2009

Control (2007)





Control (Inglaterra, EUA, 2007), apresenta-nos um retrato de Ian Curtis, vocalista da banda inglesa Joy Division.

O filme marca a primeira investida do fotógrafo holandês Anton Corbijn como diretor de cinema.

O longa metragem foi inspirado na obra "Touching from a Distance", escrita por Deborah Curtis, viúva de Ian.
Filmado em P&B, tem como cenário a Inglaterra dos anos 70 e início dos 80.
A história mostra a carreira e a vida particular do músico que se suicidou com apenas 23 anos, um dia antes do início da primeira turnê da banda pelos E.U.A.
O ator Sam Riley é o protagonista e Samantha Morton, a esposa Deborah.
Além de relatar o início e a ascensão da banda, a história se aprofunda na vida pessoal de Ian e revela o talento e os problemas do rapaz, como a epilepsia e o caso extraconjugal com a jornalista belga, Annik.
O elenco conta com: Alexandra Maria Lara (Annik Honore), Tony Wilson (Craig Parkinson), James Anthony Pearson (Bernard Summer), Toby Kebbell (Rob Gretton), Harry Treadway (Steve Morris), Joe Anderson (Hook), Robert Shelly (Twinny) e Andrew Sheridan (Terry).


*Trecho do filme:



*Fonte: guia.folha/cinema.

quarta-feira, julho 15, 2009

Os últimos passos de Ian Curtis



Em agosto de 1979, Ian Curtis deixou o emprego.

O Joy Division abriria a turnê dos Buzzcocks pela Europa. Receberiam U$5 doláres por dia. Tempos sombrios e de recessão no showbiz.

Em Bruxelas, Ian conheceu Annik Honoré e, iniciou-se uma paixão efemêra, intensa e com sentimento de culpa.

Deborah, a esposa, dera luz à Natalie, filha que Ian nunca segurara. Dizia ter medo de sofrer um ataque com o bebê em seus braços.

Pai distante, voltou para casa se sentindo culpado, traidor.
Bebeu muito, rasgou páginas bíblicas, trechos sobre fidelidade, e fez cortes no próprio tórax.

Disse a Deborah que não a amava mais, pois tinha uma foto da cadela Candy na carteira e nenhuma da esposa ou da filha.

Vieram as gravações de "Closer" e Ian toma uma overdose de medicamentos.
Banda e empresário não se tocam sobre o fato. Ian estava em profunda depressão, vítima de seus próprios versos.

O cantor deixava o hospital direto para os palcos.
Na véspera da turnê aos EUA, assistiu "Stroszek", filme de Werner Herzog e se encontrou com a ex-mulher.

Quis desistir da separação, mas não havia volta.
Deborah foi para a casa dos pais e Ian ficou tomando uísque na casa de Bernard, membro da banda.

Ouviu "The Idiot", magnífico album de Iggy Pop, escreveu uma carta de despedida e se enforcou na cozinha com uma corda de varal.

Ninguém do Joy Division chorou ao funeral.
Deborah escolheu a frase: "Love will tear us apart" para a lápide em sua morada final.


FONTE: Showbizz, ed.152.
Clipe: Atmosphere (1980).