Mostrando postagens com marcador Foto Web. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Foto Web. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, agosto 13, 2009

Furacão de palavras (Hurricane, o poeta, e sua tentativa de eletrificar canções)



O folk teve seu poeta
Que, certa vez, por versos falados
Afirmara de pé ao microfone:
“Nunca crie nada!"
“Nunca crie nada!"

Deveras, serás mal-interpretado!
Terá que explicar...
O que já está confirmado:
"O que é bom é ruim
E o que é ruim, bom é sim!"

Mas, isso só se descobre depois da viagem, 
Motocicleta após o fluxo...
Quando se chega ao topo,
Percebe-se num lapso!
Persona falaz, na arena em cartaz.

Atrás das cortinas capciosa sonoridade!
Articula à falácia, foge do lar...
Só ao erro não induz.
Anti-sofisma particular.
Seus versos, um dolo produz!

Consolo de expressão!
Proposição épica, quando na verdade...
Era apenas poesia, frio nas narinas!
Aqueça-me mulher!
O vento me corta, umedece as retinas!
Subiu, rumo Dakota, partimos...




*A Robert Allen Zimmerman, 
mais conhecido como Bob Dylan, (24/05/1941).

sexta-feira, agosto 07, 2009

Não acredito, por que o chamam de maldito?



"Pesada foi tua mão, mas leve é tua sensibilidade!"
(C. Baudelaire)



Charles Baudelaire tentara ingressar na Academia Francesa novamente...
Mas, tempos antes, em 1857, lança "As flores do mal" contendo 100 poemas malditos.

Livro esse, que se torna marco da poesia moderna e simbolista.
Les fleurs du mal, reunem aflições que se tornam inspiração máxima da obra do poeta: a queda; a expulsão do paraíso; o amor; o erotismo; a decadência; a morte; o tempo; o exílio e o tédio.

As más línguas, diziam que ele queria se reabilitar com o público em geral, que via suas obras com maus olhos em função das duras críticas que ele recebia da burguesia.
O livro não é político, muito menos filosófico, nele não há lendas; todavia nos fascina.
Seus capítulos sugerem obscenidade social, e mostra que não há virtudes, tudo é falsa devoção e beatice.
Em 1860, foi segregado por temáticas:
(Tédio e Ideal) - (Flores do Mal) - (Revolta) - (Vinho) - (Morte)
 
O livro, então, é acusado pelo poder público de ultrajar a moral coletiva.
A sociedade francesa, admitia:
"Não estávamos preparados."


Temeram a arte.
Viram o que não queriam ver?
Para todo sempre e sempre...
Artistas visionários, pessoas à frente de seu tempo, sempre sofrem com críticas morais e hipócritas, de uma sociedade moralista e preconceituosa.


"Neste livro atroz, pus todo o meu pensamento, todo o meu coração, toda a minha religião, todo o meu ódio", escreveu Baudelaire sobre este livro numa carta.
Queria ter sido seu contemporâneo, compartilhar contigo suas venturas, estórias, encontros, brindes e doçura.





quinta-feira, agosto 06, 2009

Ao apostólico anônimo



"Não há salvação fora da palavra!"
Quando lhe avisei foi para que
Viesse comigo!"
Quem tem inteligência
Calcule!
Se atentamente ouvir a voz...
Formule.

Bendito serão tuas vacas e ovelhas
Derrotados serão teus inimigos
Emprestarás e não tomarás emprestado
Serás colocado por cabeça e não por cauda
Todavia,
O castigo da desobediência não é ironia
Cumpra os mandamentos
Cuide dos estatutos, ordeno
As maldições estão vindo
Te alcançando sorrindo.

Maldito serás na cidade e no campo
Maldito teu cesto e a tua amassadeira
Maldito o fruto da tua terra
Maldito ao entrares
Maldito ao saíres
A maldição e a confusão
Ameaçam seus empreendimentos
Tudo porque, me abandonaste
A terra que possui
Lhe consumirá
Verme, então, se tornará.

O Senhor te ferirá
Com a tísica e a febre
A ferrugem lhe cobrirá
Inflamação e calor ardente
Secura e crestamento
Até que pereças lentamente
E seu cadáver, testamento
Posto às aves do céu
Servirá de pasto
Às criaturas da terra
E ninguém haverá
Que os espante de fato.

Não quero partir
E lhe deixar, amigo laico
Exalta-lo-ei por todas as nações
Não se desvie, tenha ânimo
Nem para esquerda
Nem para a direita
Seguindo outros deuses, imagens
Para os servires, adorares.

Não faça o cego errar o caminho
Não confeccione,
Escultura
Ou fundição
Obra de artífice
Pois, quando levá-la ao altar
Todos lhe curvarão:
Assim seja...adoração
Porém, constatação:
Errei, peço perdão!

Porque aquele que quiser
Salvar a sua vida, perdê-la-á
Quem tem olhos, é a hora
Abri-los-á sem demora
Maldito aquele que não confirmar
Subornar,
Corromper, prevaricar
Escondido em oculto além
E todo povo lhe dizendo:
Amém!




*Baseada em Deuteronômio, 
Capítulos 27 e 28.



quarta-feira, julho 15, 2009

Os últimos passos de Ian Curtis



Em agosto de 1979, Ian Curtis deixou o emprego.

O Joy Division abriria a turnê dos Buzzcocks pela Europa. Receberiam U$5 doláres por dia. Tempos sombrios e de recessão no showbiz.

Em Bruxelas, Ian conheceu Annik Honoré e, iniciou-se uma paixão efemêra, intensa e com sentimento de culpa.

Deborah, a esposa, dera luz à Natalie, filha que Ian nunca segurara. Dizia ter medo de sofrer um ataque com o bebê em seus braços.

Pai distante, voltou para casa se sentindo culpado, traidor.
Bebeu muito, rasgou páginas bíblicas, trechos sobre fidelidade, e fez cortes no próprio tórax.

Disse a Deborah que não a amava mais, pois tinha uma foto da cadela Candy na carteira e nenhuma da esposa ou da filha.

Vieram as gravações de "Closer" e Ian toma uma overdose de medicamentos.
Banda e empresário não se tocam sobre o fato. Ian estava em profunda depressão, vítima de seus próprios versos.

O cantor deixava o hospital direto para os palcos.
Na véspera da turnê aos EUA, assistiu "Stroszek", filme de Werner Herzog e se encontrou com a ex-mulher.

Quis desistir da separação, mas não havia volta.
Deborah foi para a casa dos pais e Ian ficou tomando uísque na casa de Bernard, membro da banda.

Ouviu "The Idiot", magnífico album de Iggy Pop, escreveu uma carta de despedida e se enforcou na cozinha com uma corda de varal.

Ninguém do Joy Division chorou ao funeral.
Deborah escolheu a frase: "Love will tear us apart" para a lápide em sua morada final.


FONTE: Showbizz, ed.152.
Clipe: Atmosphere (1980).


segunda-feira, julho 13, 2009

Dia mundial do Rock


O dia mundial do rock é comemorado universalmente desde 1985.
Naquele ano, o mundo parou para assistir ao festival Live Aid no dia 13 de julho.

Bob Geldof líder do Boomtown Rats (aquele ator que interpreta o astro perturbado no filme: "The Wall" do Pink Floyd), foi o organizador do evento e seu intuito, arrecadar fundos para as vítimas da fome na Etiópia.
Simultaneamente na Inglaterra, no estádio Wembley em Londres e nos EUA no estadio JFK, na Filadelfia.

O resultado: foram 16 horas de shows ininterruptos com os principais nomes da música até então, e U$100.000.000 milhões de dólares direcionados para o continente africano.

Lou James e os Retinas Queimadas prestam homenagem a esse estilo que ultrapassa as barreiras da música.

Rock 'n Roll é atitude!
Não sei o que seria de minha vida sem o bom e velho Rock 'n Roll...

Brindemos nossas influências!

The Cramps, Joy Division, The Sisters of Mercy, Sex Pistols, Ramones, Black Sabbath, Iggy Pop, The Clash, Morphine, Cólera, Inocentes, Titãs, Rogério Skylab, The Stoogs, Zé Ramalho, Television, Neil Young, Depeche Mode, The Doors, Bauhaus, Led Zeppelin, Metallica, The White Stripes, Interpol, New Order e tantos outros que, por meio de suas canções, nos trazem a força motriz, o ímpeto de viver pelo e para o rock!

quinta-feira, julho 09, 2009

Não há mais inquisição



A busca do prazer
Sem censura,
Loucuras
Ápice da procura
Não se conter...
Provocação!
Rompa os limites
Pelo buraco da fechadura
Vejo o mundo, doçura
"A vida como ela é"
Só assim a encontro
Espiando pelas frestas
Cheiro de café...
Fumaça do cigarro
"Complexo de vira-lata"
Assumo, por contrafé
Desde menino
Sou um anjo pornográfico,
"Anjo Negro", "Dorotéia", "Meu destino é pecar",
São alguns filhos meus, basta olhar.
Tenho fascínio em narrar pelas mãos
"Perdoa-me por me traíres"
Sei que gostas de apanhar,
Mas não lhe bato,
Caio de joelhos ao chão e constato
Também tenho Coluna
Nela, assino todo dia, de fato
E o teatro?
Ah! o teatro, testifico
São 17, no final mistifico
Psicológicas, míticas, tragédias cariocas
Criar uma peça, escrever, narrar,
E, no cair da madrugada
Me envolver em suas coxas
Para nunca mais parar.
Sei que és bonita
Bonita e ordinária
"Vestida de noiva"
"Senhora dos afogados"
Pela nudez,
Seremos castigados
Todavia, caiamos juntos em tentação...
É século XX, não há mais inquisição!



*Dedicado a Nelson Rodrigues
(23/08/1912 - 21/12/1980), o anjo pornográfico.

quarta-feira, julho 08, 2009

Ressaca nervosa




Pela manhã era sempre a mesma coisa.

De ressaca, acordava aos cacos.

Vagarosamente ela abria os olhos.
Desdobrando-se lentamente.


Tinha quinze anos, não era bonita.
Dentro da magreza havia incertezas, sempre aflita.

A ressaca a atacava, movia os olhos em meditação.
O despertador tocou; sua missão... Era hora ir a escola.



Então, ela sorriu, como se sorrir fosse o objetivo iminente.
Feito um nó, engolia o café quente, mal tocou no pão.

Não deu bom dia, não falou com o irmão.
Passou indiferente à presença da vizinha com a boca fresca do creme dental.


Ônibus, caminhada, olheiras no reflexo.
Uma hora se passou, nebulosidade e poeira contemplando sua sede.

O vento da manhã violentando a janela, seus lábios frios rangiam dentes.
Pensamentos desconexos povoavam sua mente.

Devaneios agudos num instante presente.

Livros, cadernos, canetas coloridas.
Rua larga, carros, motociclistas e pessoas esquisitas.

No ponto de parada, uma freada fatal.

Estendeu o braço e desceu antes, calculando mal a parada.
O ônibus metálico avançou o traço.
Estacou no seu rosto fumaça e calor.
Um corpo quebrado cambaleou, caiu no  asfalto.

Perdeu a vida, pobre menina, perdeu seu tempo, ociosa.
Perdeu as horas, perdeu a vida por uma ressaca nervosa.




*Baseado no conto: "Preciosidade" 
de Clarice Lispector.
(10/12/1920 - 09/12/1977).

sábado, junho 06, 2009

Indagações de Lou James, o Moderno Prometheu



Acaso, óh criador,

Lhe pedi que do barro me moldasse homem?
Pedi para que me erguesse das trevas?
(Willian Golding)


O que sou, agora que me fizeste?
Qual o ânimo que sentes em transformar matéria em vida?
Lembra-te quando esquartejavas o animal vivo?
Para resgatar-lhe o sopro de vida que perdias?

Hoje sou mais que homem!
Sou rijo como a rocha, sólido como o minério.
Uma substância consistente molda meu coração...
E não é a mesma substância fria das geleiras do Norte.

A sombra sempre será negra?
E, na busca da incandescência, acenderei minha pira funerária em triunfo...
E exultarei a agonia das chamas que meu corpo produzirá.
E, finalmente, minhas cinzas serão varridas pelo vento em direção ao mar.

Adeus...
Ad calendas greccas.

*Baseado na obra: "Paraíso perdido, Ato X", 
de John Milton(09/12/1608 - 08/11/1674).

quinta-feira, junho 04, 2009

A Desobediência Civil (Breve resenha)


Hoje, na biblioteca da escola, um livro brilhou para mim:
"A Desobediência Civil", de Henry David Thoreau.

Fantástico, reflexivo e muito oportuno, já que estamos vivendo um momento pré-eleitoral.
Nele, logo de cara, encontrei afirmações como:
"O melhor governo é o que governa menos".
Já que o Estado se apossa lentamente do patrimônio do cidadão que acumulou uma propriedade, não valeria a pena acumular posses pois com certeza ser-lhe-iam cobrados os eternos impostos. O Estado peca por "Excesso de Exação".
Ele ainda afirma que:
"Deves viver contigo e depender só de ti, sempre arrumado e pronto para partir e não ter muitos negócios.
Essa visão se torna estranha a nossa compreensão contemporânea, eu, por exemplo acredito no conceito sobre "seres análogos" e não pretendo sair em debandada, mas estou sempre pronto, isso sim.
Em seu livro ele cita Confúcio, que diz:
" Se um Estado for governado pelos princípios da razão, a pobreza e a míséria serão objetos de vergonha.

E, se um Estado não for governado pelos princípios da razão a riqueza e as honrarias serão objetos de vergonha?
Respire e reflita, depois me conte.


Lou James, outono 2009.

Prometheus


TITAN! to whose immortal eyes
The sufferings of mortality,
Seen in their sad reality,
Were not as things that gods despise;
What was thy pity's recompense?
A silent suffering, and intense;
The rock, the vulture, and the chain,
All that the proud can feel of pain,
The agony they do not show,
The suffocating sense of woe,
Which speaks but in its loneliness,
And then is jealous lest the sky
Should have a listener, nor will sigh
Until its voice is echoless.

Titan! to thee the strife was given
Between the suffering and the will,
Which torture where they cannot kill;
And the inexorable Heaven,
And the deaf tyranny of Fate,
The ruling principle of Hate,
Which for its pleasure doth create
The things it may annihilate,
Refus'd thee even the boon to die:
The wretched gift Eternity
Was thine--and thou hast borne it well.
All that the Thunderer wrung from thee
Was but the menace which flung back
On him the torments of thy rack;
The fate thou didst so well foresee,
But would not to appease him tell;
And in thy Silence was his Sentence,
And in his Soul a vain repentance,
And evil dread so ill dissembled,
That in his hand the lightnings trembled.

Thy Godlike crime was to be kind,
To render with thy precepts less
The sum of human wretchedness,
And strengthen Man with his own mind;
But baffled as thou wert from high,
Still in thy patient energy,
In the endurance, and repulse
Of thine impenetrable Spirit,
Which Earth and Heaven could not convulse,
A mighty lesson we inherit:
Thou art a symbol and a sign
To Mortals of their fate and force;
Like thee, Man is in part divine,
A troubled stream from a pure source;
And Man in portions can foresee
His own funereal destiny;
His wretchedness, and his resistance,
And his sad unallied existence:
To which his Spirit may oppose
Itself--and equal to all woes,
And a firm will, and a deep sense,
Which even in torture can descry
Its own concenter'd recompense,
Triumphant where it dares defy,
And making Death a Victory.

"Prometheus" is reprinted from Works.
George Gordon Byron (1788-1824).
London: John Murray, 1832.

Lord Byron me falou


"... Um fogo existe, que é a própria animação da alma e não reside nos limites da substância, mas alcança além da medida do desejo."
(Lord Byron)

terça-feira, junho 02, 2009

O motorista, o cobrador e os marginais








Irineu, desde criança, sempre quis ser caminhoneiro.
Talvez por influência paterna, já que seu pai havia décadas, laborava num Mercedes Benz vermelho 1113, trucado, ano 71.
Mas não o era, era motorista de coletivo na capital.
Já na idade adulta fora morar em São Paulo com a esposa em busca de oportunidades melhores e com sua carteira de motorista “classe E”, presente do pai, logo iniciaria na profissão de motorista de ônibus.
E assim foi por longo período.
Irineu acordava ainda de madrugada e iniciava sua jornada a pé até a estação metro sentido sul ao norte.
Subia em Jabaquara e descia na Armênia.
Já na garagem da empresa de viação intermunicipal tomava posse de seu veículo coletivo e partia na busca intermitente a coletar pessoas, os metropolitanos.
Irineu via por meio de suas retinas, um tanto fatigadas pelo acúmulo de labor durante anos e anos, trabalhadores, desocupados, jovens em busca de um futuro promissor, jovens sem futuro algum, mulheres gestantes, mulheres com crianças, policiais, bombeiros, atletas iniciantes, professores no inicio de carreira, professores quase a aposentar, poetas e filósofos entre outros tantos.
No dia das mães último, porém, Irineu fez o que seria seu último itinerário.
Estando a conversar com o colega cobrador, ocioso naquele momento, já que quase ninguém fazia uso do coletivo naquela ocasião, percebera a entrada intempestiva de alguns jovens completamente ensandecidos e com um objetivo fúnebre: queriam dizimar vidas e adquirir matéria, não importasse quais, desde que alheias.
Fizeram-no parar. Irineu um quase herói anônimo não se deixou intimidar e numa tentativa frustrada tentou se deslocar até um DP que ficava três quadras acima.
Percebendo a alteração de rota, foi, de súbito, covardemente agredido com uma coronhada na cabeça sem chance de defesa pelo lider delinquente.
Caiu para o lado esquerdo e seu corpo se apoiou suavemente na lata do veículo.
O cobrador, dizia em ressonante voz que deveriam ter piedade de todos e poupassem suas pobres vidas.
Num diálogo ríspido e esquizofrênico os marginais ordenaram para que todos descessem. Antonio, o cobrador não mais ocioso, tentara ainda numa última atitude, arrastar o colega para fora quando se sentiu ostensivamente interrompido por uma mão armada apontando para seu peito suado e pulsante.
Todos desceram, menos Irineu inconsciente.
O pai de três meninas que ainda estudavam o fundamental sucumbiu lentamente às chamas que incendiaram todo o carro coletivo e parte da fiação elétrica e telefônica da rua em que jazia um trabalhador anônimo; em breve, manchete televisiva e primeira página do jornal sensacionalista que correria pelas bancas no dia seguinte.
Não houve gritos, talvez dor.
Mas Irineu ficara inconsciente durante todo o período em que labaredas vermelhas e fumaça preta subiam ao céu parcialmente nublado.
Naquela manhã de outono, Século XXI a barbárie humana prevaleceu na vida daquela família, agora órfã de pai.