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quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Mestre Edu tocava violão



   "Eu sei mais sobre você
                                                                   Do que você mesmo"
                                                                              (Lou James)



Mestre Edu tocava o violão
E tocava-o bem, mesmo sem saber tocá-lo
Tocava-o com a mão direita e
Surpreendendo a si mesmo e a nós, irmãos, foi longe demais.


Nas canções, com o seu desejo de tocar, de fazer rock
Rock sem guitarras, sem aranhas de Marte...
Sem inflar o seu ego, coisas insanas
À parte, nos tornamos a banda do Mestre.


Ele nunca cantou bem, como seu irmão
Mas, bagunçava os cabelos e deixava a barba rolar
Isso era-lhe peculiar, e o seu cachorro Ziggy, com sua força descomunal....


Conduzia sua mãe pelo pescoço, no frequente passeio matinal
A luz da cerveja refletia a mosca que vagava tentando pousar
Em seu prato feito, seu teclado torto, de porcelana...
Nos seus dedos delicados, em sua sala de estar, ficavam jogadas, as havaianas.

Ele nunca cantou bem, assim como seu irmão
Mas, bagunçava os cabelos e deixava a barba rolar
Isso era-lhe peculiar, e o seu cachorro Ziggy, com sua força descomunal....

Levava sua mãe... Num passeio matinal.



*Ao grande irmão:
Eduardo Medeiros
(19/07/1982)




sábado, agosto 06, 2011

Fragmento do diário de Che Guevara


"Os donos do poder podem destruir algumas rosas
 Mas jamais conseguirão deter a primavera."
(Che Guevara).


Estou rumo ao norte...
... Da América do Sul
Sob uma chuva gentil
Que distrai a minha sede
Mas os mosquitos
Não estão sendo gentis...
Comigo!
Eles querem o meu sangue
Em troca, me darão a malária
Estou próximo à fronteira...
... Da Venezuela
Em breve, avistarei os ianomâmis
Ou eles me avistarão antes?
Nessa exploração, da Argentina parti
Minha motocicleta não suportou a primeira fronteira
Ainda há quatro leprosos comigo aqui
De alguma maneira, precisamos encontrar...
Encontrar um lugar menos inóspito
Talvez uma gruta com um pouco de conforto
Para podermos dormir um pouco.





*A Ernesto “Che” Guevara
(14/06/1928 – 09/10/1967).

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Já não somos mais os mesmos





Nós queremos carne
Desejamos muito comer a carne
De um porco ou talvez um suculento e enorme peixe
Mas, agora devo continuar...
Deixar que a loucura retorne de fato
Retorne e me faça querer matar
Nunca pensei que poderia concretizar esse ato
E, agora tenho certeza que posso fazê-lo



Nós queremos carne
Desejamos muito comer a carne
Uns dos outros?
Talvez?
Por que não?
Eles são malucos e temem as cobras desta ilha
Nem sei se há cobras nessa ilha, conheço só a esquizofrenia
Mas, sei que precisamos de abrigos firmes para nos proteger ao fim do dia



Nós queremos carne
Desejamos muito comer a carne
O Sol está se pondo e não temos muito tempo
Terei, eu, tempo?
Eis que me vem à idéia:
“Nessa ilha deserta, tenho todo o tempo do mundo”
Ninguém nos achará... Pobre de mim
Pobres crianças, enfim... Estamos imundos!



Nós queremos carne
Desejamos muito comer a carne
Andamos todos juntos, criamos um novo mundo
Um mundo de experiências empíricas e sentido abstrato
Sentido abstrato de sobrevivência de quem viveu apenas uma década
Agora, precisamos pegar um porco
Precisamos construir um abrigo
Precisamos dominar o fogo



Nós queremos carne
Desejamos muito comer a carne
Pegar os frutos no alto, onde “os menores” não conseguem alcançar
Descobrir os maduros, por entre as folhagens
Entregá-los àquelas mãos outrora sensíveis e delicadas
Sujas, unhas quebradas, arranhadas nessa nova realidade
Depois que o avião caiu, tudo em nossas vidas novéis se transformou
Da noite para o dia, já não somos mais os mesmos nessa nova comunidade



Nós queremos carne
Desejamos muito comer a carne
Entre trepadeiras e arbustos escorrem o nosso suor
Ouço as ondas quebrando, sinto um cheiro de jasmim
E um silêncio de sobrevivência que me incomoda tanto
Tanto quanto a irresponsabilidade dos que só querem brincar
Brincar na “piscina”, brincar no “jardim”
Espalhar-nos-emos pela ilha, em busca de que?



Nós queremos carne
Desejamos muito comer a carne
Ainda não nos ajustamos ao novo ritmo
Sentimos falta do café da manhã, do almoço, do chá, dos bolinhos
Faz-me mais falta as refeições do que a mão de minha tia e o que ela me ensina
Obedecemos ao som da concha e nos alinhamos pronto às ordens!
Ela é o nosso elo com o mundo adulto da autoridade e da disciplina
Acho que ainda não tenho maturidade suficiente para entender isso



Nós queremos carne
Desejamos muito comer a carne
Vamos ajoelhar na areia e ficar em paz
Parar de brincar e ficar olhando para o mar
Será que, em breve, um navio virá nos resgatar?
Nesse azul que machuca os olhos, os raios solares são como flechas
E os tabus, são como moscas
Moscas que rodeiam uma civilização em ruínas



Nós queremos carne
Desejamos muito comer a carne
Desejamos a proteção dos pais, a proteção do policial fardado
Todos nós estamos despidos, envoltos em pequenos farrapos
Arranhados, doloridos, desidratados, enquanto as pedras rolam
Enquanto a chama apaga, enquanto o medo aumenta, nós a míngua
Aqui, as coisas querem se parecer outras
Como um camaleão num tronco, preparando, ao ataque, sua língua



Nós queremos carne
Desejamos muito comer a carne
Faremos um relógio de sol!
Que ótima idéia!
Ótima idéia para nada
Devemos fazer coisas para que nos encontrem
Calem-se, calem-se todos!
Vocês deixaram a maldita fogueira apagar!



Nós queremos carne
Desejamos muito comer a carne
Matamos um porco
Rastejamos... Fizemos um círculo...
Acertamos e caímos em cima
Enquanto, Jack nos orientava:
Matem o porco...
... Cortem-lhe a garganta e lhe tirem o sangue!



Nós queremos carne
Desejamos muito comer a carne
Calem-se, calem-se e comam o porco
Que eu mesmo matei e preparei
Como o cheiro das flores, no crepúsculo, se espalha ao redor
Vamos fazer uma reunião, nos preparar para o pior
Vocês deixaram a fogueira apagar... Dizia-nos Ralph
Enquanto eu pintava meu rosto e visualizava, ao longe, um suposto navio



Vocês querem a carne
Desejam muito comer a carne
Em democracia o líder foi escolhido, ouçam-no tocar a concha
Mas, o fascismo impõe o medo e quer nos controlar
Façam o que ele manda, é melhor estarmos ao seu lado
Há uma revelação mística: “O mal está em nossos corações”
Não conhecemos a serpente, mas a tememos
Tememos, pois, temos razão e habilidade para vê-la com clareza



Vocês querem a carne
Desejam muito comer a carne
Descer a montanha fugir do fogo, se alimentar
Dê-me sua lente, Porquinho, são convexas e o fogo irá propagar
Já não há mais amarras que nos ligam à civilização
Quando a vara penetrar em suas entranhas, não grite!
Não grite, pois ele vai voltar
Sim, o Senhor das moscas não tardará a chegar.



*Baseado em: "O Senhor das moscas" (1954).
de Willian Golding (19/09/1911 - 19/06/1993).

quarta-feira, setembro 01, 2010

Paraíso antagônico


Fez-se o silêncio e o amor nasceu
Em mistério cresceu em meio às feridas
Da vida, triste de mim que estou vencido


Padecido, visualizo os restos mortais, já não posso repousar
Repousar minha cabeça em teus seios puros
Descançá-la enquanto a noite dorme...
Os ventos se acalmam e fez-se o funeral
Nele, houve ausência de toda e qualquer forma de ruído
Apenas os sapatos para ocasiões fúnebres emitiam sons
Estavam negros e tão brilhantes quando tudo parou e as lágrimas correram
E a morte, veio abrandar dos presentes
Tamanha dor, mérito e silente beleza


Nunca mais os calçarei, do paraíso antagônico farei
A morada que preciso e nela, ansioso, esperá-la-ei
Havia muitas coroas naquele funeral em Rosegarden.






*Homenagem a John Cale
(09/03/1942).

terça-feira, agosto 03, 2010

Fenômeno efêmero



Androginia envolta em energia e glamour
Extravagância chocante em forma de revolução adolescente
Tente, busque o foco, experimente a fama e a decadência
Esse é o Glam Rock e seu estilo irreverente

Trazendo, de Bowie, um presente
Ian Hunter vem propenso e provoca efervescência
Em essência, é All the Young Dudes dando-lhe um brilho nos olhos
A notoriedade e o sucesso chegando aos garotos inglórios

Não abandonem o lado selvagem, incremente-o
Mostre-nos a evidência pré-punk em fragmentos e dejetos
No caminho árido que se chega a Memphis não há afeto
Dentro do Cadillac, as baladas do Mott amenizam o trajeto

Seja esperto, deixo-lhe metade dos royalties inconteste
Dividam-se os holofotes, saiamos às compras; tarde demais...
Sua frieza me arrefece, perdi minha alma gêmea
Em 1973, sem me despedir, terminei nosso último poema.





*Dedicado a banda inglesa 
Mott the Hoople.

domingo, agosto 01, 2010

Exerça a fricção e desate os nós, Júnior












Porque a escuridão amplia-lhe as aflições?
Aflora o sobrenatural que há em nós
Faz-nos roer unhas...
Que contradição!
... Não somos onicófagos, ah não!
Por onde trafegamos, tocamos nos muros
Abraçamos a vida, beijamos a morte...
Dançamos uma valsa solitária rodopiando conosco mesmo
Penteio-me, ajeito a gravata, saio em disparada, esqueço os sapatos
Pela televisão desligada, acompanhamos nosso reflexo vagando a esmo



Eis que, um raio caiu e meu televisor se partiu antes do trovão soar
Mil pedaços flutuam no ar, não consigo varrê-los
Varrê-los para longe daqui
Outra contradição!
Como faço para não enlouquecer?
Antes, pergunto ao professor...
... Não espero e nem hesito
Indago-o:
Porque você nasceu no cemitério?
Impropério... Seria um paradoxo?



E, ele me responde:
Júnior, para viver não é necessário ser tão triste...
... E, para morrer não precisamos estar tão contentes
Basta-nos a elevação, Júnior!
A elevação!
Em 1984, toda palavra perdida pode ser a última palavra dita
Contradição, jovem poeta, contradição!
Quando o “grande mentecapto” dorme próximo à margem do abismo, ele nunca apaga a luz
Nem despreza as piadas sem graça de Clown, o palhaço



Você não me trouxe problemas e nunca precisou de ajuda
Mas, também nunca o vi sorrindo manuseando uma barra de aço
Para mover-se adiante basta exercer a fricção
Dentro da biblioteca sabe muito bem o que quer encontrar
Naquela escola todos reclamam de minha dicção
Enquanto a respiração queima e os olhos lacrimejam em ardor
A paixão de GH me fez refletir sobre a existência complexa das baratas
Precisas crescer rápido, não se pode mais perder tanto tempo no refeitório...
Imaginando que essa elevação nunca nos subirá à cabeça
Não se esqueça de aprender a dar nó nas gravatas pretas
Desfazendo a intriga do enredo que renova a coragem
Enquanto eu acendo a luz para também dormir do outro lado da margem.






*Dedicado a banda nova-iorquina “Television” e seu álbum 
“Marquee Moon” (1977)

*Ao poeta e amigo Jhunnyor.

quarta-feira, julho 28, 2010

Armadilha do desejo



Um dia vou encontrar a cura. A cura para a mágoa, a cura para a dor. Estará em rituais? Ou no cume do vulcão extinto? Faminto e sem dinheiro. Gastei tudo o que tinha dentro daquela caverna. Vamos celebrar o controle de mim mesmo. Há alguns metros, vejo a taberna. E me convido a um drink. A esmo, com frio e solitário. Adentro-me na busca incessante de algo. E, pelo espelho da vitrine percebo



Que não ando... Pelo chão molhado, rastejo. Toda terça-feira jogávamos cartas. Apostávamos cervejas no jogo de bilhar. Íamos àquele motel com um enorme neon à frente. Decente, havia nele, perfumados lençóis. Após, voltávamos inebriados para nossas casas. Eu para a minha, de madeira, a sós. Você para a sua, se aquecer junto à lareira. “Meu marido”, você dizia, “é um homem justo, mas muito ciumento”. “Violento? Não, não o acho violento”. “Acho que você sabe o que ele é... E o que gosta de fazer quando está sozinho”



... Ouço uma voz trêmula. Que vem do fundo da sala. Eu também tenho algo a dizer. Mas, preciso ver o seu rosto e saber. Se realmente é quem penso que seja. Você só deseja... Fugir daqui, escapar dessa enrascada. O que fizemos? Porque adultos não podem brincar? Se satisfazerem, esquecerem o tempo, subirem ao palco da vida. E cantarem aquela venha canção conhecida. Por todos seremos julgados, destronados, a uma ilha condenados. Diferente, muito diferente de quando nos fomos apresentados. Havia uma “vontade de possuir” no seu olhar. Um certo desejo, também apetecia-me. Bem vejo... Caímos em nossa própria armadilha.


quinta-feira, julho 22, 2010

Em 1984, pelo rádio do carro, ouvíamos as instruções

"Uma paz verdadeiramente permanente 
seria o mesmo que a guerra permanente".
(Emmanuel Goldstein)


Você sabe que a vida não é feita de pequenas ambições
Só o amor poderá nos separar de novo
No rádio, ouço uma transmissão ao vivo
É o “Líder dos humanos” nos passando as instruções



Ele é o nosso Grande Irmão e quer que façamos tudo certo
Dentro e fora do carro, querida Júlia
Dançaremos ao som do rádio, minha querida
Quando você perde o controle, é sempre acima dos 40



E, sempre perde de novo, só expõe seus fracassos durante o sono
Ao longo de sua vida, sonhou todas as noites o mesmo sonho
Cante O'Brien, a música de alienação coletiva!
As emoções não crescem e o ressentimento voa baixo



Pensar numa coisa muito boa, permissiva?
Há uma alternativa:
Um “duplipensar” em “novilíngua”
Em 1984, isso pode não funcionar mais
Onde havia endorfina, agora corre... Winston Smith!
Mantenha a oxigenação, corra e inspire!
Não esqueça o convite do Ministério da Verdade da Oceania”
Seus pulmões nunca brincaram à sombra sem um trago de gim



Assim, naquele dia, em frente aos Ministérios, descobriu os...
Que recebem o vento frio há várias gerações
O mesmo que vem da porta do Quarto 101
Resta-nos colaborar, manter a harmonia da ideologia do Partido
E, nada há de tão importante quanto o “IngSoc”
Suprimem os pensamentos da salvação em massa
Pela vontade do Líder dos homens
Que não se extinga ou não se desfaça.





*Dedicado a obra máxima de George Orwell: 1984
*Winston Smith é um personagem de George Orwell que atua na falsificação de documentos públicos e literários. Ele colabora com o governo mantendo-o sempre correto em suas ações e imposições. Smith se desilude com sua condição de “fraudador do governo”, com sua existência miserável e inicia uma rebelião contra o sistema. Sofre, então, uma repressão do Big Brother, o grande lider oligárquico, que o leva a ser preso e torturado.
*Julia, trabalha no serviço de retificação de notícias, juntamente com Winston Smith, e, desperta nele, uma forte atração sexual. *O'Brien, é um membro do Partido, com quem Winston simpatiza e busca motivação para executar seu plano contra o Sistema.
*Emmanuel Goldstein, outro personagem "orwelliano" é uma criação do Partido, um inimigo comum que serve para canalizar insatisfações da população.
*O “Quarto 101”, também chamado de: "o pior lugar do mundo" é o local onde todo homem encontra os seus limites.
*Baseado em: “Love Will Tear Us Apart”, canção do Joy Division

terça-feira, julho 20, 2010

O gordo das pistas



Lembro-me agora...
Eletrocutado, fui eu quem iniciou tudo
Um punk instigado, estava bêbado
Totalmente errado...
Um delinquente que nunca admite os fatos.




Sou o gordo das pistas, o único prodígio da Terra
O garoto problemático que traça planos no GTA
Um maluco incendiário que anima as garotas com um detonador
Nessa periferia, pichadores de paredes proliferam como ratos
Também construímos com habilidade novos vírus para o seu computador.




Rock the house! Stratocaster, Telecaster, Humbucker, Treble e Bass!
E, uma Anti-Vibe sopra em minha mente, da mesa de som sou o sabotador
Trago tudo o que preciso... Um pulsante remédio rítmico perene
Tenho o veneno, tenho o antídoto, dá-me a insensatez
A ação do diesel faz queimar até arder todas as “Pick Ups”
Exploro a pista, te atraio e devoro-te de uma única vez!




Blackout! Blackout! Blackout! Impaciente, ouço sons de sirene...
... Automaticamente não há necessidade de criar formas líricas
O fluxo do pensamento me faz interagir na pista, subo à estratosfera
Imaginando como é estar por cima, no topo, contando as notas, domando as feras
“Movin’ Up”! Intoxicados pela dor, dançaremos ao som de “Poison”
O galpão é o ringue e sou eu o lutador dançarino que sempre te leva ao chão
10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, Nocaute!
Novo “Blackout”, transformando o ambiente e toda a delinquente multidão.







*A PRODIGY,
banda britânica de música eletrônica e seu álbum 
The FAT OF THE LAND (1997).

quinta-feira, julho 15, 2010

Questão de alma e fogo


Paralelamente, seu projeto nos deixou claro que
Há fogo e afeto em suas baladas neuróticas
Desejas uma paixão arrebatadora e verdadeira?
Melhor é querê-las, compor e escrevê-las


Mas percebo... Naquela canção
Nosso amor está chegando ao fim
E você sabe que eu estou certo
Anui com a cabeça e só me confirma
Nessa questão de alma e fogo não há intervenção divina


A emoção da descoberta já passou
Hoje, só há crueldade e mudanças constantes
Você vai embora e, se esqueceu de levar
Parte da alegria que compartilhamos
Ficou a dor crônica da rejeição que criamos


Não é hora de decidir quem precisa de quem
Mas, não vá negar que foi muito divertido e intenso
Agora, em seu coração propenso, comece a sentir a liberdade
Parabéns princesa, por me aturar tanto tempo e suportar toda a dor
Conselho: Abstenha-se da saudade e amenize esse pujante rancor.


*A Lou Barlow, do Sebadoh