segunda-feira, maio 17, 2010

Mais um na sua estante


Ah não!
Está acontecendo de novo
Apaixonei-me por uma garota de cabelos ondulados
Ela só procura novidades e ama o mundo
E, eu sei que isso é coisa passageira
Porém, sempre me iludo com essas besteiras


Ela acaba de aparecer com os cabelos vermelhos
Eu e Nosfa ficamos boquiabertos
Ele me olha e indaga:
Sente-se bem Lou?
Acho que sim
Mas meu coração avançou para a garganta


Vejo-a sentando à beira do rio
Abrindo um livro, se deitando na grama
Essa cena me traz um arrepio
Gostaria de ser aquele livro
Estar em suas mãos...
... Paciência


Passaria horas com ela me tateando
Me descobrindo, absorvendo minha essência
E, pelas páginas, lentamente desdobrando-me
Mas, depois de lido, da sua vida ser banido
Vou para a estante para em instantes, preterido
Fazer parte do seu acervo de exemplares esquecidos.










*A Meg White
(10/12/1974).

domingo, maio 16, 2010

Lamentações de um jovem troiano



Não é justo!
Tinha que acontecer
Acontecer logo comigo!
Por quê?


Diante dessa dimensão
Tão, tão... Incomensurável
Entre o espaço, o tempo e as eras
Fui nascer bem na Idade das Trevas


Aqui, só se fala de destruição e doutrinas
Guerras e atentados
O Estado e seus tentáculos
Luxúria, soberba e dominação
Porque eu não nasci daqui a dez séculos?


Será que até lá
Extinguir-se-á o espírito de rebelião?
Não haverá barbárie...
Nem aviltados ignóbeis?
Erradicar-se-á a pobreza e a escravidão?








*A Idade das Trevas Grega se estendeu por um período entre 1200 a.C. a 800 a.C.
Entre o final da civilização Micênica e a invasão dos Dórios houve a ascensão das Cidades Estado e o surgimento da Literatura Épica de Homero.

sábado, maio 15, 2010

Depois da tempestade, fui atingido por um arco-íris




"A história é um enorme, largo e volumoso rio de sangue
Que, através da eras, vai seguindo seu curso.
E, em suas extensas e férteis margens...

Vivem os homens e suas famílias com seus cães e suas casas.
Empilhando, se apossando e vivendo cotidianas mazelas vivem os bárbaros.
Amando donzelas, se embebedando, fazendo e pagando contas e jogando cartas."




*A Hagar, o Horrível.
(de Dik e Chris Browne).

sexta-feira, maio 14, 2010

Não se ensinam coisas novas a um macaco velho




Nasci para dominar!
O meu objetivo é a conquista.
Desista Spectreman! Desista!

Não se ensinam coisas novas...
A um velho macaco alienígena!

O mal que causei será sempre lembrado?
E, de que me serviria fazer o bem?
A morte é a única solução!
Desista Spectreman!


*Trecho extraído do episódio: 
A morte do Dr Gori (Spectreman).


*Fonte: Youtube

quinta-feira, maio 13, 2010

Sobre ela, tudo se sabe


Quando ela se for
Quem será capaz de chorar?
Em seu mundo de Oz
Fez-se Dorothy e encontrou o furacão
Mas, também era a Bruxa Má do Oeste!


Quem, seu caminho cruzar
Será amaldiçoado com a peste
Gritos e urros são os seus vocais
E sua obra é recheada de fragmentos
Dos quais: Jeff Buckey, Billy Corgan e Evan Dando...


Sigo acompanhando
Um filme de mistério
Uma vida de excessos
Essa telenovela em horário nobre
Quanto ao cinco de abril
Tudo se sabe e nada se descobre.


*A Courtney Love (09/07/1964).

quarta-feira, maio 12, 2010

A descida dos abutres




I

Os abutres se ajuntarão
E, com os vermes, cearão o corpo
Desprezado do povo, sozinho festeja
O opróbrio e a desonra servidos numa bandeja.


II

Que assim seja
Tomado o corpo sem sorte
Seca-se como jarra de barro
E desintegra-se como poeira numa ventania de morte.


O espião




Eu sei mais sobre você
Do que você mesmo
Eu conheço seus sonhos
E o que você deseja ouvir

Conheço teus caminhos
E o que te causa medo e pavor
Trago-te confiança
E a roubo de ti

Eu sou o espião e tenho as chaves
Habito em seu coração e
Sei tudo o que se passa nele
Sou eu quem o arruma e coloca as coisas no lugar

Posso ver pelos seus olhos
E descobrir tudo o que planejou
Eu sei mais sobre você
Do que você mesmo.






*Baseado em: The Spy
(Morrison Hotel, 1970),
 canção do The Doors.

terça-feira, maio 11, 2010

Diante do Templo do Amor







Eis o Templo do Amor
A ele, chegamos caminhando
Percebendo tudo ao redor


Sem tirarmos, um do outro, o olhar
E, diante dele, descobrimos que
Nosso único temor
Era o medo de amar.


*A The Sisters of Mercy.



Fonte: Youtube

A mosca humana


Fonte: Youtube

Eu sou uma mosca
Uma mosca humana
E não sei o porquê disto


Estou a passeio
Em busca de lixo
E não sei o porquê disto


Afasto-me do pesticida
Há noventa e seis lágrimas em meus olhos
E nenhuma tendência suicida


Não me importo, baby
Não me assusto com seu farol
E não sei o porquê disto.





*Homenagem a banda mais tosca da história da humanidade:
 The Cramps.

segunda-feira, maio 10, 2010

Último adeus




Os edifícios estão desmoronando

Você se afogando... Whole Lotta Love

Só resta-me a saudade

A dor da perda, um mundo à parte

E, a incompetência absoluta me confrontando

Sem o último adeus, sofrendo para se fazer arte

Percebo, no encarte

'Hallelujah' trazendo-me vida eterna

Esbanjando autoconfiança

Penso ser tua e não de Cohen

Nessa versão, quem é quem?

Deixou-nos num único álbum

Suntuoso legado fabuloso

De uma vida efêmera e de importância vital

Tragicamente magistral e glorioso

Isso confunde-me e é tão real.



*A Jeff Buckley: (17/11/1966 – 29/05/1997)
e sua obra-prima "Grace" (1994).

Essas marcas nos braços me fizeram perdê-la





Pensei ter visto seu rosto
Ontem, talvez hoje... Não sei ao certo
Minha preocupação era outra, o oposto
Era fugir deles e de ti, de correr pelos becos, desaparecer pelas ruas
Escapar dos que carregam amor, seringas e agulhas




Fingi ser forte e lancei-lhe fagulhas
Mas eram apenas pedaços incandescentes do meu coração
Ah, me ajude! Peça para irem embora...
Agora; só resta-me ajoelhar e rezar
E o sentimento de culpa, para sempre carregar




Lembra-te quando me mostrava para ti, esperto?
Conquistei-te, roubei teu coração
Deixei-la partir num ato de sedução
Decerto, assumimos o exercício de uma relação
Levamos em frente às consequências da paixão




Então, eles voltaram...
Lembrei-me, só agora, de ter feito novamente
Irresponsavelmente não resisti; nunca resisto, sou deveras transigente
Por favor, leve consigo todo o seu amor
E saibas: Sempre fui verdadeiro, não tenho vocação para ator




Entre seringas, agulhas e alfinetes; ferido, te feri também, trouxe-lhe dor, tente se acalmar...
Por que não consigo me levantar?
Diga que sou forte, tente me ajudar
Pare de me olhar, não tente me censurar
Escondo as lágrimas para em breve, novamente recomeçar.



*Dedicado aos Ramones e sua canção cover:
Needles and pins.

sábado, maio 08, 2010

Entrevista com Lou James





Eu, a repórter Núbia Poison, inicio essa entrevista lhe indagando:
O que te impele?
De onde vem teu ímpeto?
Da vontade!
E, de onde vem esse desejo intenso de querer?
Da representação que habita em mim!


Depois de emplacar hits como:
“Minha namorada é uma webcam” e “Quase erro”
Escrever poemas existencialistas e góticos, contos policiais e ser adepto do minimalismo...
... Como você se define?
Há um tempo, parecia que criar os Retinas Queimadas seria uma coisa boa
Sempre pensei em ser escritor, nunca músico
Muito menos vocalista de uma banda punk underground virtual com enorme influência gótica
Sou lúdico, me defino assim
Se houvesse um meio de dar sabor a visão e a audição...
Tento dar um jeito de enxergar e ouvir as coisas de uma maneira não-amarga
E levemente, tentar adoçá-las


E como você criou seu estilo literário?
Bem, vivemos numa época de releituras e adaptações
E, naturalmente precisamos absorver o que já foi produzido
Há muita coisa boa para ser usufruída
Penso ser, esse, o momento de mostrar às gerações toda a expressão artística, visual e musical com a qual interagi e está disponível nas bibliotecas, na internet e nas prateleiras das bibliotecas e Sebos


Um poema meu não é um fim-em-si
Ele não se encerra depois de lido
Ele é um canal, uma passagem que transporta o leitor a outro texto
... Outro poema, outra canção
Minhas obras direcionam-no a matriz da inspiração, à fonte
Deste modo, penso ter criado uma espécie de chave ou código que permite abrir as portas da percepção do leitor, do ouvinte
E mais...
Aguçar a sua curiosidade e seduzi-lo na busca do conhecimento pleno


Quais são suas influências?
São tantas e temo não conseguir me lembrar de todas agora
A literatura gótica e existencialista, o rock gótico, o punk, a MPB dos 70’s e 80’s; os filmes B de terror, os filmes de terror clássicos e muitos escritores brasileiros...
Cite alguns para ilustrar a entrevista Lou...
Hum, na literatura posso citar:
Fernando Sabino, João Ubaldo Ribeiro, João do Rio, Lima Barreto, Clarice Lispector, Orígenes Lessa, Fausto Wolff...
Poderia ficar aqui citando autores que li e leio por longos minutos


Há muita fragmentação da arte como forma de expansão do conhecimento?
Óbvio que sim, e isso começa na escola, na mais tenra idade
Descartes fragmentou o conhecimento tal qual o conhecemos ainda hoje
E essa corrente teórica, de certo modo, prevalece nas passagens de tempo, chegam aos dias atuais e se estendem pelas artes, ciências e música
O conhecimento está fatiado nas mais diversas filosofias e instâncias, nas mais diversas correntes e em seguidores e detratores, admiradores e críticos
Isso funcionou bem em determinadas épocas e formamos especialistas cada vez mais dominadores dum único tema
Mas há pontos em que o cartesianismo está sendo revisto e um novo paradigma sendo elaborado por essa geração
Defendo a busca do conhecimento pleno, na amplitude máxima do saber...
Estimulo a visão holística dos seres sobre as coisas, sobre os fatores mensuráveis e imensuráveis


O que você considera “impraticável”?
Queimar livros!
Acho que nunca conseguiria praticar esse ato
Qualquer livro, desconhecido ou clássico, todos possuem alma
Possuem uma força, algo de sobrenatural
Queimar livros é como destruir vidas!


Interessante esse ponto de vista, Lou James
Para terminar, deixe um recado para os fãs...
Ah, tento ser criativo e não vivi as coisas que
escrevo
Também tenho medo e sou corajoso ao mesmo tempo
Escondo-me atrás da máscara e...
... Agradeço a todos que me lêem
Tento dar a minha visão aos fatos, as histórias e estórias
Eu fui educado com a Bíblia.





*Entrevista concedida a Núbia Poison no
 Bistrô Del Monte em Franca SP.
*Núbia Poison, integrante virtual e roadie dos
Retinas Queimadas é jornalista das publicações Retinas News.
*Qualquer semelhança com a coincidência é mera realidade.

sexta-feira, maio 07, 2010

Aconteceu em New Orleans







Admito, por um raio sete vezes fui atingido
Vou lhe contar... E foi sempre o mesmo raio, pode acreditar:
Montado em meu cavalo foi a primeira vez
Já a destruição da carroça foi recentemente
Nessa, fiquei vários dias inconsciente
Lixando a ferrugem duma porteira metálica foi a segunda
Em 73, no porto de Roterdã, depois da bebedeira
Bem antes dum trovão, atracando na Ilha da Madeira
Acho que a terceira foi chegando a Essex
... E certa vez, sobre a proa do Chelsea pelo canal em Suez

Eu também vi aquela menina
Crescer em plenitude na cidade
Desde jovem, eu era velho
Não vivi a mocidade
Mas, a memória, não esqueço
Tenho muita sanidade, reconheço
Na adversidade, busco compreender o que realmente há
Falar assim parece fácil e disso muito me apeteço
Ah, eu quis amá-la eternamente
Desabotoar teus botões lentamente
Mas a deixei
Arrependo-me?
Hoje sou jovem, inconsequente
Foi num crepúsculo que nos descobrimos plenamente
Aqui nessa praia no Golfo do México
Será que um dia o assistiremos novamente?

Fui o sol de tuas manhãs
E, antes que o Katrina chegue
Deixarei New Orleans
Envelheço sabiamente?
Viver é uma dádiva, eu sei bem disso
E...
Enquanto todos morrem
Sinto-me mais forte
Dia após dia
Partirei para New YorkSó deseje-me sorte!
Tenho filha, não irmã
Não me olhe assim
Adeus Daisy, minha companheira e bailarina
Somos muito diferentes
Tu sabes que rejuvenescer é minha sina.



*Baseado em "O Curioso Caso de Benjamin Button" (2008), Direção: David Fincher.
*Adaptado ao conto de F. Scott Fitzgerald, no qual
"O Curioso Caso de Benjamin Button" foi inspirado na famosa frase de Mark Twain: 
"A vida seria infinitamente mais feliz se pudéssemos nascer aos 80 anos e gradualmente chegar aos 18".

quinta-feira, maio 06, 2010

A habitante do quarto dos fundos





Todos os seus atos eram mecânicos
Mas, seu espírito...
Parecia ter vindo de um bosque

Emergia da escuridão do quarto dos fundos
E iniciava as tarefas da casa
Dia-a-dia limpando meu universo imundo

No rosto, carregava traços do tempo
Na boca reta, suspiros de esperanças métricas
Ah, como era-me estranho vê-la comendo frutas cítricas

Mastigação ofegante, chupava-as fazendo barulho
Aquela dentição brilhante sempre à mostra
Espanando e cantarolando suas cantigas de roça

Às vezes, subtraia valores deixados ao esquecimento
Nutria-se de forte crença e discretamente presenteava sua mãe
Com gêneros perecíveis de minha despensa.


*Baseado em: “A criada”,
conto de Clarice Lispector.

quarta-feira, maio 05, 2010

Entrevista com Clarice Lispector


por: Núbia Poison


Nossa, meu momento máximo!
Vim entrevistar-lhe, e gostaria de lhe dizer...
... Não sou uma entrevistadora diante do entrevistado
Sou uma fã em contato com seu ídolo


Grrata, muito grrata minha jovem
Podemos começarr...
So... Vamos lá!
... Sua presença me inibe Dona Clarice


Ficaria lhe olhando por horas
Admirando, apreciando-a...
Minha jovem, então não perrgunte nada
Vamos aos fatos pela panorrâmica


Sou uma trrabalhadorra óculo-manual
E considerro um livrro prronto como um livrro encerrrado
Também não gosto do que escrrevo
Porr isso, não faço rrevisões e não rreleio minhas publicações


A senhora se considera uma escritora profissional?
Não, não me considerro... Porrque, só escrrevo o que querro
... E quando eu querro
No dia-a-dia, minhas ações ultrrapassam qualquerr palavrra


Pergunta inevitável: Acreditas em Deus?
Assim como a hóstia não tem gosto e é parrte de um rritual
E sei que sou feita a imagem e semelhança Dele...
Bem, se sou semelhante, também sou crriadorra
Foi Ele quem me mandou inventarr
E depois que captei o “espírrito da coisa”
Me torrnei escrritorra
Sou “Crristã laica apostólica” e Deus é de quem consegue aceitá-lo, senti-lo
Essa aceitação tornou-se forrça maiorr em minha vida!


Conte-nos um pouco sobre a Clarice como mulher...
Nunca me esqueci das pessoas com quem dorrmi
Mas, vivo exclusivamente o prresente
Como mulherr, sou rreduzida em mim mesma
E o espanto me impele
Também vou ao merrcado e cuido das rroupas
Adorro cozinharr parra alguns amigos e rrecebê-los de vez em quando


Na sua trajetória de vida, existe algo que gostaria de ter feito...
... E não fez?
Gostarria de terr mentido nos momentos cerrtos
Porrém, escrrevendo, eu não minto nunca


Como é escrever um livro, um conto?
Em que se baseia?
Esse ato é como serrrar uma barrra de ferrro!
Voam faíscas que não me ferrem


Mas, da medo ao começar?
Histórrias muito simples me causam aflição
É muito difícil elaborrarr uma histórria simples
Meus livrros, mesmos os insípidos, trrazem-me um rritual
O rritual do abandono do conforrto


Muito obrigada pela atenção e pelas palavras
Reitero o quanto a admiro, li tudo o que escreveu
Qual texto meu você mais aprrecia, minha jovem?
“O ovo e a galinha” é extremamente hermético traz-me questionamentos inverossímeis e...
“A paixão segundo G.H.”, trouxe-o para a senhora autografá-lo!


Hum, realmente “O ovo e a galinha” trrilhou por um caminho obscurro...
Dê-me aqui o livrro, farrei uma dedicatórria a jovem rrepórterr Núbia Poison...
Muito grata!
Ah, inefável minha escritora, inefável
Deixe uma mensagem aos leitores, para terminar
Cerrto...
Semprre fico atenta aos astrros e
... Obserrvando o univerrso, perrcebo que viverr não é coisa lógica!
Uma flauta doce é coisa lógica!


*Homenagem a Clarice Lispector: 1920 - 1977
*Núbia Poison, integrante virtual e roadie dos Retinas Queimadas é jornalista das publicações Retinas News.
*Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

terça-feira, maio 04, 2010

Pete e sua moto


In extrimis
Magister dixit.



A morte pressentiste?
Sob a lua
Tu me viste...
Porque me perseguiste?

Senti a perda
Sorriso triste
Em breve
Tudo
será como antes

Eterno instante
Semelhante
À lua que mata
Traz dor ao poeta

Baquetas à mão
Destino de estrela
Fostes o melhor
Pare o tempo, solução
Contra a vontade
Desalinhe a solidão

Descarte
Sem necessidade
Essa Liverpool noturna que fascina
Naquela esquina

Pete e sua moto
Viagem soturna ali termina

Crocodilos o aguardam
Artistas o saúdam
Chuvas oceânicas inundam
O paraíso cortês
Invadem a pista
Do Bunnyman sem timidez.





*Homenagem a Pete de Freitas (2 de agosto de 1961 – 14 Junho de 1989), baterista da banda pós punk Echo and the Bunnyman.

sábado, maio 01, 2010

A vingança do Homem de Ferro





Na história da evolução demos um tropeço
Depreciaram um homem, e ele em represália transformou-se em aço
Resgatou a memória, ampliou a visão, se revigorou e entrou em ação
Velozmente se movia, viajava no tempo e não sentia cansaço


Primeiro, salvou-nos de suas próprias armadilhas, trouxe-nos confiança
Pacientemente, esperou o momento certo de executar o seu plano
De vingar-se a contento exterminando a raça humana
Sempre ao norte se dirigia para obtenção da máxima energia
Era no Ártico, num campo magnético que ele se fortalecia


Calçava botas pesadas, eram de ferro, eram futuristas
E mesmo assim ele flutuava tão rápido, acenando aos turistas
De sua índole ninguém duvidava, ludibriara até os estrategistas
Foi então que pôs-se a prova trazendo-nos a dor e a desconfiança
Pois, na sua cabeça rígida só havia pensamentos de terror e vingança!



*Baseado na canção: 
Iron Man, quarta faixa do álbum Paranoid 
do Black Sabbath lançado em 1970.
Fonte: Youtube