segunda-feira, março 08, 2010

Maestro indomável (A Beethoven)


Óh, nobre maestro indomável
Que fazes com o rosto ao violino?
Tua obra dá liberdade, faz do homem, menino

Absorto, percebo ao longe o som da flauta
E tu, nada ouves, gênio canhoto?
Que dize-me sobre as vibrações que fluem?

Muito mais complexa é tua obra
Evolui acima de minha compreensão
Diga-me: Suas notas, como são?

Memórias, acordes, misantropia
Erro médico, ledo engano
Sem ele, a “Quarta Sonata existiria”?

Inspira-te como o rio que corre insatisfeito
Vai para o mar e o nutre, toma novo caminho, atira-te
Exaltação dionisíaca, tua natureza é nobre e antiga

Quem possui harpas, prefere-as em Ré menor?
És um poeta-músico e melhor é tua pseudo-audição
Tuas cifras, notas, acordes e muita, muita percepção.






*Homenagem a
Ludwig van Beethoven 
(17/12/1770 – 26/03/1827).

sexta-feira, março 05, 2010

Entrevista com Ozzy Osbourne

A origem do nome, hummm...
Boa pergunta, Mrs. Poison
Black Sabbath, com Boris Karloff
O ‘Cinema de terror’ trouxe o nosso nome

Você assistiu ao filme, Mr. Osbourne?
Sim, havia um cinema em frente a um apartamento de cômodos negros...
... Na época, do nosso guitarrista, e, de lá vimos o cartaz
Acho que era uma noite de sexta-feira 13 bem chuvosa
Imagino a cena, Mr. Osbourne, surreal...
É Mrs. Poison, surreal é a palavra
...Lembro-me quando
O Iommi disse-nos:
O que acham de colocarmos influências de terror literário e cinematográfico nas canções?

Criar um conceito...
... Era fundamental na proposta de vocês, certo Mr. Osbourne?
Exato, começamos a escrever ‘músicas de terror’
E, desde então, li a Bíblia Sagrada algumas vezes e
Cantamos sobre a Morte, o Terror e o Fim do Mundo

A Bíblia Sagrada, Mr. Osbourne?
Há muita filosofia nas Escrituras, Mrs. Poison
Aprecio Deuteronômio no Velho, assim como Eclesiastes
Além de Apocalipse, é claro
Aquelas metáforas sobre O Fim são sensacionais, concorda?

Concordo, mas não as li, Mr. Osbourne
As suas canções! Ouvi; ouvi muito o primeiro álbum e, Paranoid...
Iron Man, é o toque do meu celular, Mr. Osbourne, pode acreditar
Grato, Mrs. Poison, grato
Diga-me Sr. Ozzy, como foi gravar o primeiro álbum?
Ha, Ha, Ha, essa é uma história engraçada, hhããã
Quando levei nosso primeiro disco para casa
Meu pai estupefato, olhando-me perguntou:
Ozzy, tem certeza que só bebe cerveja?
Foi, no mínimo, desconcertante tentar explicar
Na verdade, não havia explicação, não é Sr. Ozzy?
É, vamos mudar de assunto

E o seu conceito sobre o Heavy Metal?
Detesto a conotação, Mrs.
Significa “chumbo do grosso”, onde está a música?
Tudo é Rock ‘n Roll, basicamente Rock ‘n Roll
Uns tocam acelerado, outros mais devagar... Alguns tocam mais alto
Outros até abaixo do normal
Mas, basicamente, tudo isso é Rock ‘n Roll
O que nos importa?
Transformar nossos fãs em fieis seguidores
Essa é a hora da metamorfose
Pois, transforma-se a essência
E isso, confunde as aparências

Sincero, Mr. Osbourne, sincero...
Conte-nos sobre os shows, como eram?
Ah, as coisas mais esquisitas acontecem num show de rock
E nós, aprontávamos tanto
Bem, a verdade das coisas só aparece pelas pequenas frestas
Qual era mesmo, a pergunta?

Conte-nos sobre a lenda... Sr. Ozzy
Qual Mrs. Poison, a de ter comido o morcego?
Exatamente, Sir.
Qualquer coisa que lhe disser não me servirá de nada
Carregarei o estigma por toda minha vida
Mas, quem sabe, se... Realmente não acabei comendo um
Na verdade, queríamos dar
Uma sobrecarga exagerada nos sentidos
Penso ser essa
A melhor definição
Para o som que
O Sabbath fazia nos 70’s

Se gosto do Kiss?
Sempre acompanhei o trabalho deles de alguma forma
A pintura nos rostos, os bonecos articulados
Eles invadiram os lares americanos por meio das crianças
Nisso, eles foram muitos bons!
Fomos uma reação a calmaria dos hippies; eles lá, nós aqui
O mundo admite, Mr. Osbourne, vocês chegaram com tudo!
Isso, a gente chegou com tudo, Mrs. Poison
Tinha muita encenação ou vocês eram realmente aterrorizantes?
Isso foi o Rock Teatro, idéia do Alice Cooper
Aquilo sim era “Show de horrores”
Éramos bandas de Rock ‘n Roll e, éramos cheios de idéias

Ok, Mrs. Poison?!
Finalizaremos agora, preciso ir alimentar meus cães
Grato, Mr. Osbourne adorei sua generosidade, sua recepção
Na verdade, vou correr no vazio, adeus garota
...antes que eu tenha que lhe explicar
Sobre o Polca Tulk Blues.



*Entrevista concedida a Núbia Poison no S e M Cafe em Londres.

*John Michael Osbourne, conhecido como Ozzy Osbourne: Birmingham, Inglaterra, 03/12/1948 foi vocalista do Black Sabbath.

*Boris Karloff em 1964 apresentou "Black Sabbath", dirigido pelo cineasta italiano especialista em horror: Mario Bava.

*Núbia Poison, integrante virtual e roadie dos Retinas Queimadas é jornalista das publicações Retinas News.

*Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

quinta-feira, março 04, 2010

terça-feira, março 02, 2010

Corbijn Girl (vestida de negro)





Eis a casa onde tudo acontece...
Onde me desfaleço à sombra de amplas cortinas
Por ela desço ao sótão e não reluto
Tanta indiferença só umedece-me as retinas
Recebe-me sempre coberta por um negro véu
Aqui, todos a conhecem por Corbijn Girl



Seu olhar excitante me reprime, sabe a hora de altercar
Implorando-te, nunca deixei de tentar lhe agradar
Sob injúria e exação não eximo em refutar e propicio o domínio
Em insulto ela não me diz uma palavra sequer
O preço da companhia, pagarei em vicioso tributo
Privo-me de razão diante daquela mulher



Vestida de negro e a me fitar, lentamente...
... Cai sobre mim, traz-me o corpo e dá-me a dúvida
Eu, benevolente, vejo no espelho uma imagem dúbia


Sou apenas um reflexo em seus olhos escuros
Crio uma representação latente distorcida de mim mesmo
Tornei-me peça do seu jogo e, nele, me movimento a esmo.

*A Anton Corbijn (20/05/1955), fotógrafocineasta.
*Baseada em Dressed in Black (1986), canção do Depeche Mode.

Dressed in Black: Depeche Mode (by Anton Corbijn)

Fonte: Youtube

segunda-feira, março 01, 2010

A trajetória do Depeche Mode e sua influência na música gótica contemporânea


Posso ser execrado pelos aficionados pelo Synthpop, mas o Depeche Mode talvez seja um dos padrinhos do som gótico peculiar dos anos 80 e que, de certa forma, se estende até os dias atuais.

Essa banda inglesa, formada em 1980 em Essex na Inglaterra, foi considerada como uma tentativa britânica de responder à influência dos alemães pioneiros da música eletrônica, o Kraftwerk.

A sua influência após o lançamento do álbum 'Black Celebration' em 1986, causa nos fãs, pelas palavras do compositor Martin Lee Gore: “uma sutil corrupção no mundo contemporâneo.”
Do embrião inconsequente do final dos 70’s e a aplicação da fórmula concisa do tecnopop perfeito a partir dos conceitos de Daniel Miller, no início dos 80’s, o Depeche Mode foi uma banda que envelheceu sem apodrecer.

Tendo na sua formação alguns integrantes essenciais, hoje a banda se resume a um trio: Dave Gahan, Martin Lee Gore e Andrew Fletcher.
Vince Clarke e Alan Wilder tiveram, sem dúvida, participações imprescindíveis no contexto da elaboração dos rumos que a proposta da banda iria trilhar.
Clarke, por ser o compositor pioneiro e emplacar no primeiro álbum o hit: 'Just Can’t Get Enough'.
O segundo, por trazer gradativamente arranjos peculiares que definiriam o som do Mode na transição das idéias e das influências do grupo através das décadas.
Alan foi responsável por desenvolver alguns clássicos, como as canções do álbum ‘Violator’ no início da década de 90 e o maior sucesso do grupo: 'Enjoy The Silence', composto por Martin L. Gore, mas produzido por ele.

Antes, em 1986, o Depeche Mode lança o álbum soturno e dramático: 'Black Celebration' que se torna rapidamente um divisor de águas na proposta do quarteto, abandonando o som eletrônico suave e o rótulo de "New Romantics", para uma nova abordagem com letras mais reflexivas e uma sonoridade complexa sem perder a característica do uso de samplers.
Esse álbum seria o ápice da transição e banda nunca mais retornaria as origens, não obstante, aperfeiçoaria o novo estilo adotado.

No ano seguinte, em 1987 chega as lojas o álbum: 'Music for the Masses', que só reforça as mudanças no estilo da banda e traz novos e exigentes fãs de música eletrônica e até mesmo do Rock ‘n Roll.
Os críticos aclamaram o álbum quase em unanimidade e o sucesso de vendas nos EUA foi extraordinário.
'Strangelove', 'Never Let Me Down Again' e 'Behind the Wheel' se tornam hits imediatos e são incessantemente tocados nas rádios do mundo todo.
Esse álbum gerou a tournée mais bem sucedida da banda que culminou com o álbum/filme: '101'. Até hoje, o melhor registro ao vivo do grupo.
Daí, ao auge gótico foram apenas 3 anos e o álbum 'Violator'.
O Depeche Mode se torna com maestria: “Pop e negro ao mesmo tempo”, afirmaria a revista 'Terrorizer', especialista no tema.
A banda se insere no universo gótico, trazendo-lhe novas tecnologias e as possibilidades oferecidas pelo sucesso comercial e sua abrangência junto aos jovens e apreciadores do “Movimento Gótico” ao redor do mundo.
Nesse álbum, a banda traz os sucessos: 'Enjoy the Silence', 'Personal Jesus' e 'Policy Of Truth', além de 'Clean', um elo distante entre 'One Of These Days' do Pink Floyd e o formato de músicas para dançar e refletir.
O sucesso do Depeche Mode, não se restringe mais a Europa, Japão e USA.

Alan Widler, arranjador e tecladista não leva os créditos pela inspiração que lança o Depeche Mode ao estrelato e, após a 'Devotional Tour' em meados dos 90's, a banda passa por um momento de turbulência intensa, culminando com a overdose e a tentativa de suicídio por parte do vocalista Dave Gahan, o que faz
Widler, optar pela saída da banda e dedicar-se exclusivamente ao seu projeto paralelo: Recoil.

Com o tempo, o Depeche Mode ficou cada vez maior e melhor, mais criativo, maduro e bem-produzido, tomando uma vantagem enorme em cima de seus concorrentes conterrâneos como o Pet Shop Boys, New Order e o Soft Cell e até sobre o próprio Kraftwerk, sendo considerado influência para diversas bandas, como: Smashing Pumpkins, Marilyn Manson, Ministry e Nine Inch Nails.

As bandas góticas passaram a utilizar samples e sintetizadores, em substituição às guitarras e baterias, mostrando como seria a cara do estilo, as margens do Século XXI.
Seu álbum mais recente, 'Sounds Of The Universe', foi lançado em 2009, e traz: 'Wrong', 'Fragile Tension' e 'Peace' como músicas de trabalho, com seus respectivos clipes fazendo parte da programação regular da Mtv.


#Discografia:

Álbuns de estúdio:

  • Speak & Spell (1981)
  • A Broken Frame (1982)
  • Construction Time Again (1983)
  • Some Great Reward (1984)
  • Black Celebration (1986)
  • Music for the Masses (1987)
  • Violator (1990)
  • Songs of Faith and Devotion (1993)
  • Ultra (1997)
  • Exciter (2001)
  • Playing The Angel (2005)
  • Sounds of the Universe (2009)

Álbuns ao vivo:

  • 101 (1989)
  • Songs of Faith and Devotion Live (1993)
*Fontes:
Wikipedia;
Baddeley, Gavin: Goth Chic e
Dimery, Robert: 1001 discos para ouvir antes de morrer.

Fly on the Windscreen (Devotional Tour)


Fonte: Youtube

domingo, fevereiro 28, 2010

28 de fevereiro de 1778




Bastou um olhar de admiração e,
Aquela mulher ergueu-me do chão...


Não odeio meus inimigos
Mas detesto a superstição!



A Voltaire
(1694 - 1778).

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Conspiração de Ziggy Stardust





Sou um astro, tens razão
Estrela pop em elevação
Na busca do autoconhecimento
Transformando-o em inspiração




Não pela contemplação
Mas pela ação
Depois da explosão...
“Five years” anunciou o Armaggedon




Meu cérebro espalhou-se
Repartindo os meus dons
“Soul Love” e seus tons, me fazem sentir imundo
Já não há amor verdadeiro pelo mundo
E não me iludo com essa questão




Um toque: Só almejo a autosatisfação
Está escrito, ouçam humanos esse clássico do rock
Prestem atenção, conheçam a canção
E saibam:
Antes da queda, a ascensão
O estrelato trouxe-me a perdição.




*Ziggy Stardust, personagem de 
David Bowie era um rockstar extraterrestre e o album conceitual: 
The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars (1972) narra sua saga glamourosa no planeta Terra, a ascensão ao mainstream e a sua queda.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

A Mulher Tocha





Uma triste canção me seduziu ao Cabaret
Pedi um drink, respirei fumaça, encostei-me no balcão
E estou tão frio quanto o resto da multidão


Aquela menina entorpece minha mente
Sua voz é sedutora e tímida, personagem inocente
Apesar dos olhos de felina delinquente
Irrompendo os sentidos, aproximo-me do palco num ato inconsequente


O som do trompete reverbera, ouço um eco
Ah, esquece... Tudo isso poderia ser um sonho
Ela é a tocha e ilumina o meu beco
Nas noites de Londres meus pesadelos são tão medonhos


Entre em minha mente, agora!
Segure-me, depois me queime
Estou rolando feito uma tora
Você é o tema, é a Mulher Tocha.



*Baseado em: Torch, canção do Soft Cell.

*Soft Cell é uma dupla inglesa formada por Marc Almond e David Ball no inicio dos anos 80.
As canções tecnopop do grupo descreviam amores e romances obscenos, além de narrar o lado sombrio da vida em temas como: Perversão, transsexualismo, assassinatos e abuso de drogas.
A essência obscura e pervertida das letras trouxe ao Soft Cell popularidade na emergente cena musical gótica.

*Fonte:
Dimery, Robert ‘1001 discos para ouvir antes de morrer’.
Wikipédia.

Torch: Soft Cell (1982)



*Fonte: Youtube

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Sobre uma visita inesperada




”Para todas as coisas um tempo determinado”



De súbito, o poeta perdeu a inspiração
No púlpito, condenava-se a vaidade
Eis que, percebi tua serenidade


Confortavelmente apavoradora
Chegaste terna e dolorosa, imaculada
Vieste só, privacidade anunciada?


Mas, voltaste acompanhada
O elástico se rompeu, infortúnio!
Nada mais nos une agora


Lá fora, os sinais
Ficaram para trás, presumo
És forte demais para mim


Em luto, não aceito-a
A chuva que cai são minhas lágrimas
Tenho o corpo em minhas mãos
Mas, as almas que levaste, onde estão?


Reluto, faço um haikais
Preencheste tuas páginas da vida?
Descansa agora, querida
E assim como veio, vai


Os rumores de outrora
Transformaram-se em lamentos
Faz-se presente tua ausência
Nunca mais a terei...
Não conseguimos nos despedir, bem sei
Em padecimento, transbordar-me-ei.


*Baseado no Capítulo 3 de Eclesiastes.

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

As vésperas do matrimônio








Os convites já estavam na gráfica
E você, enfática e sarcástica
Trouxe-me a notícia trágica

Sorria, envolta em ironia
No cume da autoconfiança
Disse-me ereta: Adeus, acabou!

E, lançando-me sortes, suspirou
A impressão que tive
Não distribui aos convidados

Ficou marcada, como digitais
Nas faces marginais dos dados
Os dias que antecederam ao matrimônio
Calando-me, sobre os ísquios, resignei

Sempre lhe fui poltrão fiel
Mitigava os resquícios da dúvida cruel
Hoje seria o dia, lamento
Ápice da união, o grande momento
A mais nobre e doce expectativa
Transformada no meu maior tormento.



*Baseado em: O cheiro do Ralo, 
romance de Lourenço Mutarelli.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Para não dizer que não falei de amor



Vou dizer-lhes o que guardo:
O maior dentro do menor
Sim, é isso!
Basta olhar ao meu redor



É o que me faz ir avante
O maior dos sentimentos humanos
Num pequeno órgão pulsante!
Sobre o futuro?, Um instante...


Muitas surpresas acontecerão, não tenha dúvida
Algumas serão maravilhosas, outras horríveis
Quanto aos ferimentos, em breve
Tornar-se-ão apenas cicatrizes.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

New York Dolls: os pioneiros do punk




O som punk teve sua certidão de nascimento carimbada na Inglaterra com os Sex Pistols e o lançamento do álbum: 'Nevermind on the bollocks' em 1977, mas o protótipo do estilo foi levado para a “Ilha da Rainha” por Malcolm McLaren que ‘gerenciou’ por breve período o New York Dolls, originária de New York e apoderou-se do conceito protopunk que a banda desenvolveu com a Factory de Andy Warhol.

Os críticos os chamavam de “caricaturas dos Rolling Stones” porém, todos concordavam que David Johansen e Johnny Thunders faziam um som cru e poderoso, como: Human Being, Frankenstein e Trash que narram cenários urbanos grotescos e desesperadores, além de conflitos amorosos ácidos e intempestivos, que mantinham de certa forma, a chama do Velvet Underground acesa.


Assim como os Dolls, os Pistols também adotaram uma tendência auto-destrutiva e ambas tiveram um início efêmero e avassalador. Esse conceito, McLaren levou ao pé da letra. Os Dolls, nem tanto.

No período 1973-74, o New York Dolls lançou dois albuns:
New York Dolls e Too Much Too Soon, sendo que, o “homônimo”, figura nas listas dos melhores pela crítica especializada, quando se trata de rock punk e glam-rock.

A banda reúne-se oportunamente e lança álbuns mesmo entre turbulências, separações, desavenças e troca de membros.
Eles possuem uma boa discografia que percorre três décadas.
Nos anos 80: Lipstick Killers - The Mercer Street Sessions 1972’ e Red Patent Leather1, e nos 90’s: ‘Seven Day Weekend’, ‘Paris Le Trash’, ‘Live In Concert, Paris 1974’.


Nessa década, respirando o século XXI: ‘From Paris With Love (L.U.V.)’ eManhattan Mayhem’.
Uma reunião em 2006 trouxe o álbum: ‘One Day It Will Please Us To Remember Even This’ e em 2009, chegou as lojas: ‘Cause I Sez So’.
Desde 2006, Sami Yaffa, que tocou com Johnny Thunders, assumiu o contra-baixo da banda.
Em trinta e sete anos de carreira, onze integrantes passaram pelo New York Dolls.


*Fontes:
  • Dimery, Robert ‘1001 discos para ouvir antes de morrer’

  • Wikipédia

Frankenstein: New York Dolls


Fonte: Youtube

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Como uma virgem






Não caminho sobre as águas
Caminho dentro delas
Opondo-me à sua resistência


Em desafio, transformando o ato de adentrar
Num rompimento leviano da quebra do paradigma
Percebendo que me conheço menos a cada dia


Faço um gesto, as mãos em concha
Bebo-te em grandes goles com consciência
Somos um e estou igual em mim mesmo


A mesma substância etérea nos compõe
Não me falta mais nada agora, nem prudência
Por dentro efervescência, por fora, displicência


Não necessito do teu frio, somos iguais em frigidez
Como um camponês, busco o conforto dos verdes campos
Nesse oceano sou só mais um entre tantos


Transbordo-me de felicidade, mas mantenho-me sério
Esse rito me fadiga, traz-me questionamentos existencialistas
Eu, tão grande quanto seus caminhos inverossímeis?


Olho para trás, não vejo rastro
Ficou a chegada
Apenas na areia, à margem


Como uma virgem, sem sofreguidão
Retorno sabendo que o teria quando bem quisesse
Não precisava mais prová-lo, nem tentá-lo e é isso que me ensoberbece.



*Baseado no conto: “As águas do mundo” 
de Clarice Lispector.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Selo: "Esse blog merece uma parada obrigatória"




Recebi do meu amigo Bruno do Superlativo esse selo, deste modo, estou entre suas 5 indicações na "esfera blogspot".

Sinto-me grato pela indicação e pelo reconhecimento do trabalho que desenvolvo aqui.
Cabe a mim, indicar 5 blogs para também receberem o selo: